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Rapaz Invisível

Tenho mesmo que explicar o que são gays e lésbicas?!

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Tomamos hoje em dia que direitos e garantias de casais homossexuais são assegurados. Os casais homossexuais podem casar, podem adotar e coadoptar, não existindo barreiras legais a isso. No entanto, porque é que ainda somos surpreendidos com noticias como a recente sobre situações de aparente discriminação ou reticencias em relação a este tema? Provavelmente pela ainda existente resistência social sobre o tema.


Muitas pessoas ainda encaram a homossexualidade como algo incomum; muitas vezes imoral e condenável. Se é verdade que não o é, podemos certamente afirmar que tal como se passa com “A conversa” entre pais e filhos sobre saúde sexual e reprodutiva, existira algum desconforto em abordar a temática com os nossos filhos.


Não sou pai, não sei o que é explicar, na primeira pessoa, este assunto a um descendente meu. Mas sei que muitos temas são descomplicáveis de explicar às crianças. Com isso, abrimos caminho para uma maior compreensão e desmistificação do tema.


É difícil, é verdade. Pode ser para muitos pais desconfortável explicar que há casais de um homem e uma mulher, de duas mulheres e de dois homens. Mas também é desconfortável explicar como nascem os bebés... e inevitavelmente a pergunta surge.
Também o é, ao explicar aos nossos filhos a importância de usar métodos contracetivos e a importância de praticar sexo seguro. Mas inevitavelmente a conversa tem que ser feita.


Cada estilo parental a cada pai, a cada sua escolha e devemos respeitar. Mas coloco para reflexão a pergunta: independentemente da orientação sexual dos nossos filhos, característica sua que não escolhem (nem nós), não será mais saudável explicar, desde cedo, a realidade?


Existem diversos estudos sobre o tema, mais concretamente sobre as capacidades parentais de casais homossexuais e os resultados apontam no sentido de que não existe diferenças significativas no impacto da sexualidade dos pais nas crianças.
Quer dizer, não existe impacto significativo em uma criança ser criada e educada por casais do mesmo sexo ou por casais heterossexuais.


Mas voltemos ao tema inicial – imaginamos que o nosso filho chega da escola e pergunta: pai, mãe… porque é que a minha colega tem dois pais? E agora?
Quer uma sugestão? Dependendo do seu à vontade com o assunto comece por desmistificar; explique que todos nós nascemos de um homem e mulher mas que há crianças que são criadas e amadas por dois homens ou duas mulheres, que também se amam e escolheram dar amor a uma criança. Explique que amor é amor, que gostar de um homem ou de uma mulher não se escolhe e não há nada de mau nisso. Diga-lhes, sobretudo, que mais do que ter direito a um pai ou uma mãe uma criança tem direito a afeto e proteção.

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