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Rapaz Invisível

Portugal dos Pequeninos

Vivemos num país onde a pobreza, infelizmente, é imensa. Onde cada vez mais se encontram sem-abrigos na rua, a pedir uma esmola para comer, a dormir em caixotes de papelão no meio dos 8ºc que se fazem sentir na rua, durante a noite.

 

Vivemos num país onde se tenta esconder a pobreza com subsídios minúsculos para os, poucos, sortudos que os têm. Onde muitos mais passam fome por não ter dinheiro para comprar uma refeição. Onde se olha para o lado quando se passa por alguém que pede dinheiro na rua. Onde se tem vergonha e pudor de falar sobre o que está mal. Onde a liberdade só existe no papel, porque ao falar todos olham de lado e apontam o dedo.

 

 

Mas também vivemos num país onde se fazem movimentos contra o encerramentos de espaços nocturnos, para o simples prazer de quem os frequenta. E para o lucro que dá ao bolso de quem os explora. E para o estado que arrecada milhares com o valor das licenças.  Um país com os olhos centrados no próprio umbigo, que não liga ao que realmente importa. Que foge da verdade, que atira areia para os olhos, que não sabe o que realmente é viver. 


Vivemos num país onde se deixou de pensar no próximo, onde se deixou de olhar para os outros e os ajudar. Um país onde só queremos saber de nós. Onde não sabemos quem mora por detrás da porta ao lado, quais as suas dificuldades e como poderíamos melhorar a sua vida com um simples acto.

 

O Rapaz Invisível aplaude todas as campanhas que ajudam os mais necessitados. Neste caso, todos os grupos que com muita, ou pouca ajuda, apoiam quem mais precisa, indo para a rua distribuir comida, agasalhos, mas que acima de tudo, o faz com amor e dedicação. Da próxima vez que passar por ti alguém, e que realmente precise, pensa duas vezes. Eles nem sempre precisam de comida ou agasalhos, precisam que tiremos os olhos do chão e olhemos para eles!

 

 

 

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