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Rapaz Invisível

Marcelo do heroísmo

 A TSF fez, ontem, 28 anos. A conferência que assinalou o aniversário da rádio que começou as suas emissões na torre II das Amoreiras deu que falar.

 

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Marcelo Rebelo de Sousa, presidente eleito que tomará posse dia 9, com um concerto de Anselmo Ralph e José Cid, afirmou que é preciso heroísmo. O heroísmo de centenas de jovens que anualmente terminam o seu curso e são explorados em estágios, maioritariamente, não remunerados. O heroísmo de terminar um estágio e entrar outro estagiário. O heroísmo de bons profissionais saírem das escolas e não terem a oportunidade de mostrarem o que valem. Um heroísmo que se mostra durante 3 meses, sem horários, com refeições mal comidas e com jornalismo feito para mostrar o que se vale. Que tantas vezes não serve de nada. Um heroísmo parvo onde jovens recém-licenciados acabam atrás de um balcão de uma qualquer loja de roupa.

 

Apesar do jornalismo ter que se adaptar aos novos desafios da comunicação são poucos, ou praticamente nenhuns, os orgãos que permitem uma abertura para que o estagiário, que está na redação há 2 dias, possa opinar. Novos desafios onde o velho jornalismo reina, com "profissionais da papel" a serem levados para a frente de uma câmera para fazer um direto, sem preparação. Novos desafios com velhos hábitos, onde dificilmente se vencerá. Novos desafios onde, muitas vezes, reina o jornalismo de secretária, com o contraditório por telefone ou atrás de um qualquer e-mail enviado às redações. Porque fica caro um jornalista ir para a rua quando a internet, esse bicho sabichão, sabe tudo.

 

E se as condições económicas estão "muito mais difíceis", como diz o presidente eleito, então que nos adaptemos. Que façamos das novas realidades fontes de sabedoria, de lucro e de informação (de qualidade). Que façamos das novas realidades locais de confiança cega por que nos lê, por quem busca informação sem pagar muito por isso. Porque os novos desafios da comunicação são isso mesmo, novos. E continuarão a ser novos a cada dia que chegar, com nova tecnologia, novas formas de busca de informação, novas maneiras de a transmitir. Adaptemo-nos, então, a todas as novas realidades. Dêmos, então, voz aos jovens qualificados, bons profissionais, que saem das universidades e não têm uma oportunidade de mostrar o que valem. Porque a mudança está nas nossas mãos e cabe a nós fazer mudar as coisas!

 

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