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Rapaz Invisível

25 anos de televisão privada

"Era outubro, despertei. Era dia e gostei...", assim começa o hino da mudança na televisão portuguesa. 

SIC - 25 Anos

Há 25 anos nascia a primeira estação de televisão privada em Portugal, "a íris das mil cores".

 

Dava-se início ao pluralismo, há diversidade e a novos rostos neste meio. Deu-se a revolução no "monopólio da televisão", até então tido pela RTP.

 

Uma nova televisão, numa sociedade independente de comunicação, que mostrou, ao longo dos anos, ser a impulsionadora da revolução. Programas novos, arriscados e bem sucedidos fazem parte do diário de bordo da SIC. O Macaco Adriano perdura pelos tempos, bem como a alegria que o João Baião trazia com o Big Show SIC,  o Buéréré animou criança , o Masterplan mudou a forma de ver o mundo. A Roda dos Milhões deu felicidade e trouxe estrelas internacionais, os Malucos do Riso soltaram gargalhadas a miúdos e graúdos e o SIC 10 Horas acompanhou uma geração que, com a Júlia Pinheiro ou a Fátima Lopes, tantas vezes tentou a sua sorte na Árvore das Patacas.

 

Hoje, ao fazer scroll pela timeline do meu facebook, são muitos os rostos que vejo felizes por estar há 25 anos naquela que foi a casa da mudança na televisão.

 

25 anos depois, as oportunidades de trabalho mudaram, os rostos estão em constante rotação e só se entra neste mundo por estágios ou "sorte". 25 anos passados e a realidade mudou, os programas perduram e os rostos continuam, sem grande margem para "os novos" mostrarem o que valem. Os estagiários são muitos, as redações são pequenas e os orçamentos apertados para novas contratações. 

 

O sonho de trabalhar na caixinha mágica é, muitas vezes, derrubado à entrada de um estágio. No momento em que se sabe que, afinal, não há espaço para mais pessoas. Quando se vê equipas completas, motivadas, a dar o litro pelos seus programas e se sabe que não há lugar para mais um. Aí, a caixa deixa de ser mágica, as luzes não iluminam caminho nenhum e vivemos o sonho por um período, limitado, de tempo. Depois, o plateau fica vazio, seguimos a nossa vida e tentamos, incansavelmente, voltar a estar na caixinha que uma vez foi mágica. Mas os estagiários são muitos, a rotação contínua e as oportunidades desapareceram. 

 

Depois, resta apenas sonhar, com a caixa que era mágica e que, esperamos, que o volte a ser. Lutar, com unhas e dentes, pelas (poucas) oportunidades que aparecem e ter a sorte de ser o merecedor, entre milhares, daquele lugar. 

 

Ainda assim, há 25 anos fez-se história.

Parabéns SIC!

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